Pilar · O método
A teoria ampliada do capital
Se algo reduz o risco de uma venture ou lhe acrescenta valor real, é capital, tenha ou não forma de dinheiro.
7 min de leitura
O capital de risco tradicional trata o dinheiro como a única forma de capital que conta. A Volcano parte de um princípio distinto: um problema já validado, uma competência que já existe, uma rede já construída reduzem o risco de um projeto exatamente como o dinheiro faz, e merecem a mesma capacidade de se converter em valor.
O diagnóstico
O erro de fundo do capital de risco tradicional
O capital de risco tradicional parte de um pressuposto que quase ninguém questiona: que capital é dinheiro. Todo o resto, o problema já validado, a ideia já trabalhada, a rede já construída, a competência já demonstrada, conta como mérito pessoal, sem valor de troca. A consequência é uma ineficiência real. Quem mais reduziu o risco de um projeto, muitas vezes antes de a empresa existir, não tem maneira formal de capturar esse valor se não aportar, além disso, dinheiro.
A resposta
Tudo o que reduz o risco é capital.
Nossa resposta inverte a suposição: capital é tudo aquilo que reduz o risco de uma venture ou lhe acrescenta valor real, tenha ou não forma de dinheiro. Um problema real e validado por um profissional do setor reduz o risco de partir do nada, exatamente como um cheque o faz. Uma competência técnica que já existe reduz o risco de execução, exatamente como o faria financiar a contratação dessa mesma competência. Se algo reduz o risco, é capital, e tem uma forma de se converter em participação ou em retorno.
A estrutura
As sete formas, um só princípio
Na prática, isso se traduz em sete formas de capital que a Volcano reconhece e sabe converter em valor: um problema, uma ideia ou tecnologia, competências, uma rede, dinheiro, uma carga fiscal, e uma atividade estrangeira que se realoca. Todas obedecem ao mesmo princípio central, ainda que cada uma se converta em valor de uma forma distinta.
As sete formas de capital, e em que se converte cada uma
O movimento
Convergem em um ponto, e dali se redistribui.
As sete formas não se somam: convergem. Um problema real, uma ideia que ganha nesse mercado, competências que sabem construí-la, uma rede que abre as portas, dinheiro que financia, uma carga fiscal que se transforma e, às vezes, uma atividade que se realoca. Cada uma chega por seu lado e de um titular distinto, e todas terminam no mesmo lugar: um projeto concreto de inovação. Isso é, literalmente, o que faz um venture builder, e é a razão de ele existir: ninguém reúne sozinho as sete.
E aqui está a parte que costuma ficar fora do relato. A convergência não é o fim: é a metade. Quando a inovação funciona, o valor que produz volta a se repartir rumo aos pontos de onde saiu, e a cada um na forma que lhe corresponde. Participação para quem trouxe o problema ou a ideia; licença para quem conserva a propriedade intelectual; papel remunerado e participação para quem pôs competências; comissão ou participação para quem abriu a rede; retorno fiscal mais participação para quem converteu seu imposto; participação para quem pôs capital. Entra por sete caminhos, sai por sete caminhos.
Daí o nome, e desta vez em seu sentido mais literal: as forças confluem em uma só câmara magmática, e o que sai pelo cone se redistribui todo ao redor. Um vulcão não acumula: concentra para poder repartir. As outras raízes do nome, em quem somos.
Que a convergência ocorra não está garantido, e esse é justamente o trabalho: fazer com que sete titulares distintos, com interesses distintos e leituras distintas dos mesmos dados, convirjam sobre um projeto. Por que as leituras divergem sempre um pouco, em dados, informação e divergência.
O argumento
Por que importa: o que o dinheiro sozinho não vê
Um fundo que só olha o dinheiro compete pelo mesmo grupo estreito de todos os outros fundos: quem já tem capital líquido para investir. Uma estrutura que reconhece as sete formas de capital compete por um grupo muito mais amplo: o profissional que validou o problema antes de todos, a equipe com a competência exata que falta, a empresa cuja rede abre a porta a um mercado inteiro. Esse grupo ampliado não é uma concessão. Muitas vezes é a fonte real da vantagem competitiva de um projeto, mais decisiva que o próprio dinheiro.
A aplicação
A aplicação prática
Esta teoria não fica nas ideias. É a razão de ser das oito portas: a estrutura com que a Volcano recebe cada uma destas sete formas de capital e a converte na sua forma de valor. E explica também por que uma startup nasce já com um valor: porque desde o primeiro dia acessa formas de capital que não são dinheiro, e que ainda assim reduzem seu risco de partida.
Aviso. O conteúdo desta página é informativo e não constitui assessoria fiscal, jurídica nem de investimento. Os números e percentuais são orientativos: a normativa muda e esta página pode não refletir as últimas disposições legislativas. Os valores aplicáveis a cada caso concreto são revistos e discutidos na videochamada, após a qualificação.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O que é a teoria ampliada do capital?
A ideia de que tudo o que reduz o risco ou acrescenta valor real a uma venture é capital, tenha ou não forma de dinheiro: um problema validado, uma ideia, competências, uma rede, dinheiro, uma carga fiscal, ou uma atividade que se realoca.
Isso não é apenas uma forma de chamar «capital» a qualquer coisa?
Não: cada uma das sete formas tem de ser real, verificável e redutora de risco (um problema pré-validado, uma competência demonstrável, uma rede com relações reais), não uma intenção nem uma promessa.
Como se traduz cada forma de capital em valor concreto?
De formas distintas conforme o caso: participação, compensação, licença, papel dentro do projeto, comissão, ou retorno fiscal. O detalhe de cada uma está em as oito portas.
Por que não simplesmente pedir dinheiro, como faz todo mundo?
Porque limitar a entrada ao dinheiro deixa de fora o profissional que já validou o problema, a equipe que já tem a ideia, ou a empresa que já tem a rede: exatamente os aportes que mais reduzem o risco de um projeto.
«O capital consiste em grande parte em conhecimento e organização. O conhecimento é nosso motor de produção mais poderoso.»
Qual das sete formas você traz?
A falta de sistema.
Se todas essas formas de capital existem, por que a inovação fracassa? Porque existem separadas. O conhecimento vive na universidade e na experiência dos técnicos; o dinheiro, em fundos que não sabem ler a fase inicial; a indústria, em empresas que compram soluções prontas; as relações comerciais, em agendas que ninguém conecta. O que falta não são ideias, nem capital, nem mercado: é o sistema que os põe a trabalhar juntos. A Volcano está construída exatamente para isso: as oito portas são as entradas do sistema, o caminho é seu percurso, a rede de competências e relações é seu tecido, e o financiamento por fases é seu combustível. Nenhuma peça é nova; o sistema que as conecta, sim.
John F. Kennedy, 1962