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VOLCANO
Índice

O caminho

Do problema ao lucro, em treze fases.

O percurso completo de uma startup Volcano, em treze decisões, não em uma só. E com um ponto de partida distinto: o caminho não começa na ideia, começa no problema, capturado e analisado antes de a startup existir. Uma fase existe apenas se fecha uma pergunta cuja resposta muda uma decisão: seguir, pivotar, parar, investir.

11 min de lectura

Para ler esta página: o que é a TRL · o que é a CRL · quanto custa e quanto vale cada fase · o diagrama do percurso, com os números em tabela.

Macrofase 1 · Descoberta (F1–F2)

As duas primeiras fases são percorridas pela Volcano: a startup ainda não existe, e esse trabalho prévio é a razão de depois nascer com valor.

Ao pé de cada cartão: quem guia a fase, a banda TRL que lhe corresponde e o financiamento típico desse trecho.

As fases F1 e F2 formam o descobrimento (discovery): o front end da inovação, onde o problema se captura e se analisa antes do P&D formal. O Manual de Frascati o deixa fora do P&D, e por isso se financia diferente; os projetos que triunfam investem aqui cerca do dobro.

F1 · Captura do problema

Um problema entrou na rede, trazido por quem o sofre?

Problema formulado por seu portador, e canal de entrada identificado: quem o sofre o conta à rede, através de um cliente, da consultoria ou de um aliado.

Faz-se: escutar o problema da boca de quem o sofre e registrar por onde entrou. Entrega-se: a ficha do problema: quem o sofre, como chegou à rede. Sai-se: com o problema formulado pelo seu portador.

Guia: Volcano · TRL: ainda nenhuma · Financiamento típico: Volcano e sócios; anjos visionários.

F2 · Análise do problema

Como é o processo onde vive o problema, e convém resolvê-lo?

O processo atual, decomposto nos seus passos. Se já existe uma solução, comprova-se peça por peça que é ineficaz ou ineficiente. O ponto exato da dor. Frequência, custo e disposição a pagar. Confiabilidade da fonte.

Faz-se: medir a dor e a quem dói, com entrevistas e dados do entorno. Entrega-se: a análise do problema, com seu tamanho e seus afetados. Sai-se: com a evidência de que a dor é real e difundida.

Guia: Volcano · TRL: ainda nenhuma · Financiamento típico: Volcano e sócios; anjos visionários.

Macrofase 2 · P&D (F3–F7)

Cinco fases dominadas pelo eixo técnico: a escala TRL corre debaixo delas, e cada uma se fecha com uma decisão.

F3 · Ideação

Existem vias plausíveis, e qual merece o conceito?

Alternativas comparadas; escolha motivada.

Faz-se: gerar e filtrar vias de solução sobre o problema analisado. Entrega-se: o leque de vias com seu primeiro filtro técnico e comercial. Sai-se: quando pelo menos uma via plausível resiste ao filtro.

Guia: Volcano com a startup nascente · TRL 1–2 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; FFF; anjos.

F4 · Conceito

A ideia deixou de ser uma hipótese?

Uma ideia é uma hipótese; o conceito é a ideia convertida em um mecanismo verificado, ainda que só teoricamente. A verificação teórica é ciência plena: a física tem os experimentos conceituais, e com eles Einstein mudou nossa visão do mundo. Evidência: o mecanismo descrito, os limites físicos e econômicos comprovados no papel, os riscos nomeados. Com o conceito formulado (TRL 2) se redige a memória técnica, e com ela o plano de negócios: o dossiê com o qual o projeto se apresenta ao financiamento.

Faz-se: definir a solução escolhida e o rascunho do modelo de negócio. Entrega-se: modelo de negócio e memória técnica: o papel que precede o laboratório. Sai-se: com conceito e modelo defensáveis diante da rede.

Guia: a startup com a Volcano · TRL 2 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; anjos.

F5 · Prova de conceito

O mecanismo central funciona?

A factibilidade tecnológica do conceito demonstrada com instrumentos reais, mecânicos, hardware e software, em condições controladas e de forma reprodutível.

Faz-se: o experimento que demonstra a função crítica, e as primeiras provas baratas de cliente. Entrega-se: a prova de conceito documentada, com o aprendido da fumaça e do concierge. Sai-se: quando a função crítica fica demonstrada.

Guia: a startup · TRL 3–4 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; anjos.

F6 · Protótipo

O sistema integrado funciona em um ambiente relevante?

Protótipo operando fora do laboratório.

Faz-se: integrar e validar em laboratório e em ambiente relevante, atravessando a parte funda do vale. Entrega-se: o protótipo que funciona fora do papel. Sai-se: com o protótipo demonstrado em condições próximas do real.

Guia: a startup · TRL 5–6 · Financiamento típico: Tax Lease; anjos; nota conversível; pre-seed.

F7 · MVP

O produto mínimo viável se sustenta diante de usuários reais?

Uso real, retorno estruturado, abandono observado.

Faz-se: levar o produto mínimo a mãos reais, com a patente solicitada e a marca mínima já na rua. Entrega-se: o MVP em uso, com a identidade visual e a web completas. Sai-se: quando usuários reais o usam e voltam.

Guia: a startup · TRL 7–8 · Financiamento típico: Tax Lease; nota conversível; seed.

Macrofase 3 · Mercado (F8–F11)

Quatro fases dominadas pelo eixo comercial: quando a tecnologia já funciona, o risco que resta é de mercado, e se mede por conta própria.

F8 · Tração

Alguém paga, repete, e em vários clientes com um canal reconhecível?

Receitas recorrentes iniciais sobre a versão mínima vendável; canal identificado; custo de aquisição medido.

Faz-se: vender: alguém paga, repete e recomenda; o fluxo de caixa cruza aqui seu ponto de equilíbrio. Entrega-se: métricas de tração e materiais de venda. Sai-se: com receitas que crescem e se repetem.

Guia: a startup · CRL em ascensão · Financiamento típico: Seed / Série A; revenue-based.

F9 · Product-market fit

Retenção e economia unitária funcionam em pequena escala?

Coortes que permanecem; margem unitária positiva; crescimento orgânico observável.

Faz-se: ajustar produto e canal até que o mercado puxe. Entrega-se: a evidência do ajuste produto-mercado. Sai-se: quando a demanda repete sem empurrar.

Guia: a startup · CRL em ascensão · Financiamento típico: Série A.

F10 · Crescimento rentável

Ao crescer, a margem unitária aguenta?

O crescimento não compra receitas com prejuízo: as métricas unitárias resistem ao multiplicarem-se os clientes, e o produto é já o mínimo comercializável (MMP), pronto para o mercado amplo.

Faz-se: escalar as vendas com uma economia unitária sã. Entrega-se: o caderno do crescimento: coortes, margens, canais que rendem. Sai-se: com um crescimento que se paga sozinho.

Guia: a startup · CRL em ascensão · Financiamento típico: Série A/B; venture debt.

F11 · Rentabilidade

Os fluxos da solução cobrem a estrutura?

Equilíbrio operacional alcançado: o lucro sobre a solução.

Faz-se: consolidar o lucro operacional e a disciplina de caixa. Entrega-se: contas no positivo de forma sustentada. Sai-se: quando o lucro é estrutural, não um bom trimestre.

Guia: a startup · CRL alta · Financiamento típico: Dívida bancária; growth.

Macrofase 4 · Escala (F12–F13)

A multiplicação do modelo, até a liquidez.

F12 · Escala

O modelo aguenta a multiplicação: operações, canais, geografias?

Expansão sem ruptura de margens nem de organização. A internacionalização é um caso desta fase, não uma fase à parte.

Faz-se: multiplicar mercados e capacidade com capital de escala. Entrega-se: a organização que aguenta o tamanho. Sai-se: com a posição defendida em mais de um mercado.

Guia: a startup · CRL alta · Financiamento típico: Growth equity; project finance.

F13 · Liquidez

Quem investiu pode sair?

Venda, secundário ou abertura de capital, que é apenas o caso mais raro. O lucro é da empresa; a liquidez, do investidor: podem distar anos.

Faz-se: preparar e executar a saída. Entrega-se: o caderno de venda e a operação fechada. Sai-se: quando o valor construído se converte em liquidez para sócios e investidores.

Guia: a startup e seus sócios · TRL: concluída · Financiamento típico: M&A; secundário; mercados.

A fronteira F8/F9 merece uma advertência. A pesquisa empírica do setor (Startup Genome Report) situa aqui a causa de morte mais comum: a escalada prematura, gastar em crescer antes de a retenção e a economia unitária o sustentarem. A ordem das fases não é uma formalidade: é a vacina.

Os dois marcadores, fora de escala.

PI protegida. A proteção da propriedade intelectual não é uma fase: é um evento que pode chegar em qualquer uma delas, em regra a partir da prova de conceito. Dizer que uma startup tem a PI protegida diz o quê ela tem, não quando por obrigação.

Financiamento. Não existem fases sem capital: existe, para cada fase, o financiador cujo ofício é esse nível de risco. O capital pode entrar em qualquer fase, do anjo visionário que acompanha a captura do problema até o comprador industrial da liquidez; o que muda é quem ele é, com que instrumento entra e a que preço compra o risco. Neste caminho, o investimento fiscal do Tax Lease financia tipicamente as fases F3 a F7: a janela mais arriscada, coberta antes de o capital privado ter de entrar sozinho.

As sete decisões.

Superar uma fase é uma decisão. De F1 a F7, cada fase se fecha com uma pergunta, e essa pergunta é o filtro que decide se o projeto merece a seguinte: sete perguntas, sete portas. Cada sim entrega a fase seguinte com o risco anterior já pago, e o projeto chega ao mercado tendo demonstrado, passo a passo, que merece o capital que recebe. Quem guia cada fase está escrito no seu cartão; as sete perguntas em fila estão em o modelo.

O caminho: treze fases, quatro macrofases, sete decisões

O caminho: treze fases, quatro macrofases, sete decisões Uma única fila de treze caixas, de F1, a captura do problema, a F13, a liquidez. Entre as oito primeiras caixas, sete marcas verticais tracejadas sinalizam as sete decisões, D1 a D7: a pergunta que fecha cada fase. Abaixo, duas linhas mostram os domínios dos termômetros: o técnico cobre o P&D, de F3 a F7; o comercial começa em F1 com traço leve e se torna dominante, com traço cheio, de F8 a F13. Uma legenda lembra que o financiamento é o marcador transversal que corre por todas as fases, com a janela típica do Tax Lease entre F3 e F7. O CAMINHO · DO PROBLEMA AO LUCRO F1 Captura do problema F2 Análise do problema F3 Ideação F4 Conceito F5 Prova de conceito F6 Protótipo F7 MVP F8 Tração F9 Product- market fit F10 Crescimento rentável F11 Rentabilidade F12 Escala F13 Liquidez D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 DOMÍNIO TÉCNICO · TERMÔMETRO TRL · DOMINA F3–F7 DOMÍNIO COMERCIAL · TERMÔMETRO CRL · TRABALHA DESDE F1, DOMINA DESDE F8 D1–D7, as sete decisões: a pergunta que encerra cada fase de P&D é o filtro que abre a seguinte. O financiamento não é uma fase: é o marcador que corre por todas (janela típica do Tax Lease: F3–F7).
Uma só escala: treze fases, sete decisões na P&D, dois termômetros. O financiamento corre por baixo de todas.

Por que nasce com valor.

A maioria das startups nasce do zero: sem validação prévia do problema, sem proteção da propriedade intelectual, sem acesso a uma rede já formada. Uma startup Volcano nasce distinta, porque herda desde o primeiro dia o trabalho feito em F1 e F2 e o acesso à rede de competências e relações que a Volcano já tem. Por isso a avaliação de partida não é zero: é da ordem de 300.000 a 500.000 €, e cresce a partir daí conforme o capital que aportem os investidores fiscais e privados de cada projeto.

A estatística geral do setor é dura: a maioria das startups não chega às últimas fases, e nenhuma ferramenta muda isso por completo. O que muda é o ponto de partida em cada fase. Uma startup Volcano chega a cada fase validada, protegida e com rede desde o início, e isso eleva sua probabilidade de sucesso a cada passo. Não porque o risco desapareça, mas porque boa parte dele já foi reduzida antes de começar. Os valores concretos de avaliação e de probabilidade por fase fazem parte da documentação compartilhada após a qualificação.

Aviso. O conteúdo desta página é informativo e não constitui assessoria fiscal, jurídica nem de investimento. Os números são orientativos e os valores aplicáveis a cada caso são revistos após a qualificação.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Por que treze fases, e não as quatro ou cinco habituais?

Porque cada fase marca uma decisão distinta (que problema atacar, o que construir, para quem, a que velocidade crescer) e agrupá-las esconde justamente a informação que importa para saber em que momento está um projeto. As duas primeiras formam o descobrimento (discovery): o front end da inovação, onde o problema se identifica e se analisa antes do P&D formal.

Em que fase entra o capital de um investidor externo?

Em qualquer uma: o que muda é o perfil do financiador. O Tax Lease entra tipicamente entre F3 e F7; os anjos podem acompanhar desde a própria captura do problema; grupos de investimento e bancos costumam preferir o produto já validado, do ajuste produto-mercado em diante.

Todas as startups Volcano chegam à fase treze?

Não, e é esperável que não: a probabilidade de êxito se reduz em cada fase, como em qualquer processo de inovação real. O que muda é o ponto de partida, mais alto que a média do setor em cada uma delas.

Onde se compartilham os valores exatos de cada fase?

Os montantes de avaliação e as probabilidades pontuais fazem parte da documentação compartilhada após a qualificação; aqui se explicam o critério e a ordem de grandeza.

Referências: a escala TRL (NASA); os processos por etapas com decisões de continuar ou parar (R. G. Cooper); os índices de maturidade comercial CRL/CRI (ARENA, 2013); o Investment Readiness Level (S. Blank); o Startup Genome Report (Marmer et al.); o front end da inovação ou fase de descobrimento (P. Koen et al., 2002); a definição de P&D do Manual de Frascati (OCDE).

We choose to go to the Moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard.
John F. Kennedy, 1962
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