Cinco fases dominadas pelo eixo técnico: a escala TRL corre debaixo delas, e cada uma se fecha com uma decisão.
F3 · Ideação
Existem vias plausíveis, e qual merece o conceito?
Alternativas comparadas; escolha motivada.
Faz-se: gerar e filtrar vias de solução sobre o problema analisado. Entrega-se: o leque de vias com seu primeiro filtro técnico e comercial. Sai-se: quando pelo menos uma via plausível resiste ao filtro.
Guia: Volcano com a startup nascente · TRL 1–2 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; FFF; anjos.
F4 · Conceito
A ideia deixou de ser uma hipótese?
Uma ideia é uma hipótese; o conceito é a ideia convertida em um mecanismo verificado, ainda que só teoricamente. A verificação teórica é ciência plena: a física tem os experimentos conceituais, e com eles Einstein mudou nossa visão do mundo. Evidência: o mecanismo descrito, os limites físicos e econômicos comprovados no papel, os riscos nomeados. Com o conceito formulado (TRL 2) se redige a memória técnica, e com ela o plano de negócios: o dossiê com o qual o projeto se apresenta ao financiamento.
Faz-se: definir a solução escolhida e o rascunho do modelo de negócio. Entrega-se: modelo de negócio e memória técnica: o papel que precede o laboratório. Sai-se: com conceito e modelo defensáveis diante da rede.
Guia: a startup com a Volcano · TRL 2 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; anjos.
F5 · Prova de conceito
O mecanismo central funciona?
A factibilidade tecnológica do conceito demonstrada com instrumentos reais, mecânicos, hardware e software, em condições controladas e de forma reprodutível.
Faz-se: o experimento que demonstra a função crítica, e as primeiras provas baratas de cliente. Entrega-se: a prova de conceito documentada, com o aprendido da fumaça e do concierge. Sai-se: quando a função crítica fica demonstrada.
Guia: a startup · TRL 3–4 · Financiamento típico: Tax Lease; subvenções; anjos.
F6 · Protótipo
O sistema integrado funciona em um ambiente relevante?
Protótipo operando fora do laboratório.
Faz-se: integrar e validar em laboratório e em ambiente relevante, atravessando a parte funda do vale. Entrega-se: o protótipo que funciona fora do papel. Sai-se: com o protótipo demonstrado em condições próximas do real.
Guia: a startup · TRL 5–6 · Financiamento típico: Tax Lease; anjos; nota conversível; pre-seed.
F7 · MVP
O produto mínimo viável se sustenta diante de usuários reais?
Uso real, retorno estruturado, abandono observado.
Faz-se: levar o produto mínimo a mãos reais, com a patente solicitada e a marca mínima já na rua. Entrega-se: o MVP em uso, com a identidade visual e a web completas. Sai-se: quando usuários reais o usam e voltam.
Guia: a startup · TRL 7–8 · Financiamento típico: Tax Lease; nota conversível; seed.