Validação
Constrói-se uma solução para um problema que, na realidade, ninguém tem com a urgência suficiente para pagar por resolvê-lo.
A janela exata que cobrem, em o financiamento por fases: F3–F7 de o caminho.
Não existe uma fórmula que elimine o risco de inovar. Existe, sim, um trabalho metódico para retirá-lo camada a camada, antes de entrar o capital. Esta página explica esse trabalho com o detalhe que ele merece: fase por fase, com números, sem promessas.
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A chave, em uma frase: na Volcano, a fase mais arriscada do projeto é financiada pelos investidores fiscais do Tax Lease e pelos fundos públicos de P&D. Quando o capital privado entra, grande parte do risco já foi absorvida e paga por outros instrumentos.
A ordem em que convém fazer-se as perguntas, antes de ler qualquer outra coisa: as quatro perguntas do risco.
O diagnóstico
A maioria das startups não fracassa por um único motivo, mas pelo acúmulo de vários, cada um próprio de uma fase distinta do caminho.
Constrói-se uma solução para um problema que, na realidade, ninguém tem com a urgência suficiente para pagar por resolvê-lo.
A ideia nasce longe do mercado real: tecnicamente elegante, comercialmente irrelevante.
A conceituação fica incompleta: passa-se a construir sem ter verificado a fundo a viabilidade técnica nem a consistência de mercado.
O desenvolvimento experimental é de baixa qualidade: protótipos que não sustentam a promessa feita no conceito.
Faltam competências de gestão, marketing, jurídicas, industriais ou comerciais: o produto existe, mas ninguém sabe levá-lo ao mercado.
O capital se esgota antes de chegar ao marco seguinte, quase sempre por ter gasto nas fases erradas.
Por trás destes seis riscos há três coisas que, quando estão as três, concentram a maioria dos sucessos. Um mercado real: algo que as pessoas já querem, não algo de que seria preciso convencê-las. Uma ideia diferencial, mensurável e objetivamente melhor do que o existente. E a equipe certa para transformar essa ideia em produto e levá-lo ao mercado. Quanto mais dos três estão presentes ao mesmo tempo, maior a probabilidade de sucesso e maior o retorno. O trabalho da Volcano, em essência, é não dar nenhum dos três por garantido.
Fase por fase
Uma startup percorre treze fases, do problema à eventual liquidez, e em cada trecho morre por uma razão distinta. Este é o mapa, ponto por ponto: por que se fracassa ali, e o que a Volcano construiu para desativar exatamente essa causa.
É aqui que mais projetos deveriam morrer e, no modelo tradicional, menos morrem: avança-se sem validar. A Volcano começa apenas com problemas pré-validados por profissionais do setor, e só passa a startup após um estudo de viabilidade técnico-econômica.
Um protótipo sem propriedade intelectual protegida é um presente para quem chegar depois com mais capital. A Volcano protege a PI antes do protótipo, e a reparte entre quem a cria e financia, não só entre quem a explora.
Muitos produtos agradam e não são comprados. Aqui se mede com clientes reais, não com pesquisas: as primeiras receitas, não as primeiras opiniões, são a prova que conta.
É a fase mais seletiva de todas (e onde amadurecem as maiores rodadas): escalar antes deste ponto multiplica o gasto sem multiplicar a demanda real. A Volcano condiciona a passagem à escala a métricas de demanda repetida, não ao caixa disponível.
A equipe passa de um punhado de pessoas a dezenas; os processos que funcionavam de forma informal precisam de estrutura. É aqui que a infraestrutura compartilhada da Volcano (jurídica, técnica, comercial) reduz o capital necessário para sustentar o ritmo.
Poucas startups chegam aqui, e as que chegam competem com poucas. Uma startup Volcano mantém, nesta fase final, uma probabilidade da ordem do dobro de uma tradicional: o resultado acumulado de ter gerido bem as dez fases anteriores.
Sobre estes números. Os percentuais de probabilidade de sucesso por fase (de 100% na ideação a 2% tradicional ou 4% Volcano na abertura de capital) e os múltiplos de eficiência desta página são estimativas internas da Volcano, pendentes de confirmação antes da publicação. Não são uma projeção de rendimento para nenhum caso concreto.
As seis alavancas
Não partimos de uma ideia brilhante, mas de um problema que alguém sofre há anos. Profissionais do setor o apontam; o sistema Volcano verifica que ele existe de verdade, que tem uma natureza tecnológica abordável e que há um mercado disposto a pagar por resolvê-lo. Só os problemas que superam esta validação passam ao estudo de viabilidade técnico-econômica (custos, prazos, escalabilidade), e só então nasce a startup. É a resposta direta ao risco 01 e ao risco 02: elimina-se antes de construir qualquer coisa.
Entre 45% e 100% dos custos de pesquisa são cobertos com financiamento público, conforme o edital e o instrumento; em média, 70%. Na industrialização a cobertura chega a até 50%. É capital que absorve risco financeiro antes que entre um único euro privado, e que não dilui ninguém. Para cada euro privado, a Volcano mobiliza tipicamente entre 3 e 4 euros combinando subvenções, créditos fiscais e financiamento bonificado. É a resposta ao risco 06: grande parte do capital queimado nas fases mais críticas não é capital privado.
Com uma condição que quase nunca se diz, e que explica toda a nossa arquitetura: os editais nacionais e europeus raramente pagam o começo. Premiam quem já chegou, e o limiar habitual está em torno de TRL5. Antes desse ponto, o dinheiro público simplesmente não está lá. Por isso o percurso se financia por trechos: até TRL2 pagamos nós, de TRL2 a TRL5 entra o capital dos investidores fiscais do Tax Lease, e só de TRL5 em diante podem se somar os editais públicos. Está desenvolvido em como se paga a pesquisa.
Três níveis de validação (automática, experimental e de terceiros) culminam na certificação de uma entidade acreditada por ENAC e no Parecer Fundamentado Vinculante do Ministério, vinculante para a Agência Tributária quanto à qualificação do projeto. Ninguém dentro da Volcano certifica seu próprio trabalho: a prova de que algo funciona é sempre dada por alguém alheio ao benefício. É a resposta ao risco 03 e ao risco 04: a qualidade técnica se mede, não se declara.
Com o Tax Lease, o primeiro retorno (o fiscal) é certo, quantificável de antemão e estruturalmente independente do êxito comercial do projeto: nasce por transparência fiscal na pessoa do investidor, não depende de a startup vender. Põe um piso sob a operação antes mesmo de o resultado industrial estar decidido. Como funciona, em detalhe →
A PI de base continua sendo de quem a trouxe, em licença. A PI que o projeto constrói nasce no veículo de projeto e termina integralmente na startup, adjudicada a valor pericial ancorado no custo antes de qualquer ato de comercialização. Se o projeto se interrompe, o conhecimento não afunda com ele: a propriedade intelectual parcial é adjudicada com prioridade do investidor privado, e um protótipo documentado pode ser vendido ou licenciado a um terceiro. É a resposta ao que nenhum seguro cobre: a perda total do ativo intangível. Como funciona, em a nota conversível.
O risco 05 (a falta de competências de gestão, marketing, jurídicas, industriais ou comerciais) é o que mais silenciosamente enterra projetos tecnicamente sólidos. É aqui que pesa o histórico da equipe fundadora: trinta anos desenvolvendo inovação para multinacionais, grupos industriais e administrações, com soluções sob medida escolhidas, em projetos concretos, frente a organizações muito maiores. É a mesma lógica de alfaiataria que a Volcano aplica a cada startup: identificar uma necessidade específica do mercado e responder a ela com um terno sob medida, algo que as grandes organizações não confeccionam.
O núcleo de competências, e as startups que o intersectam
A plataforma de software completa do banco, de ponta a ponta.
Rastreamento de veículos em tempo real ganho com um dispositivo de hardware próprio.
Adotado por grandes grupos industriais brasileiros como Fibria e Samarco.
Não é experiência teórica de assessoria: é experiência de ter construído, entregue e competido, em tecnologia e em gestão empresarial, dentro de organizações que depois tiveram de prestar contas de resultados reais. A trajetória completa →
«A vitória espera aquele que tem tudo em ordem: as pessoas chamam isso de sorte. A derrota é certa para quem descuidou de tomar a tempo as precauções necessárias: a isto chamam de azar.»
Para comentar com alguém
Esta página está escrita para que também possa lê-la quem cuida dos seus impostos. Se preferir que ele a veja antes de você decidir qualquer coisa, envie a ele.
O que não prometemos
Nenhuma destas seis alavancas elimina o risco de construir algo que ninguém construiu antes; isso é, literalmente, o que significa inovar. O que elas fazem é retirar, uma a uma, as causas de fracasso que não teriam por que estar ali. O que resta (o risco genuinamente industrial) é assumido pela Volcano em primeiro lugar: ela é o primeiro investidor de cada projeto, e ganha só se a startup ganhar.
E não se reparte por igual, convém dizê-lo. O investidor fiscal recebe seu retorno em impostos que deixa de pagar, e o recebe mesmo que a startup não chegue a lugar nenhum. O investidor privado entra quando o Tax Lease e os fundos públicos já pagaram boa parte da pesquisa, de modo que seu dinheiro é uma fração do investido e compra uma posição já com risco reduzido. Os anos sem receitas, a pesquisa que pode não levar a nada e o custo de montar tudo somos nós que pomos, primeiro.
É a pergunta legítima de todo investidor diante de um sistema que se gaba de matar cedo: se vocês param um projeto no qual eu investi, o que acontece com meu dinheiro? A primeira parte da resposta é de fase: parar um projeto em F2–F5, com custo baixo e com capital cujo retorno não dependia de seu êxito, é o sistema funcionando: cada pergunta das sete decisões existe para isso. O que seria uma falha de validação é o contrário: chegar às fases caras com as perguntas baratas sem responder. A segunda parte é estrutural, e são quatro mecanismos.
O capital entra por tranches. O compromisso é desembolsado fase a fase, a cada decisão superada: se o projeto parar, as tranches não chamadas nunca saem do bolso do investidor. A perda fica confinada à fase consumida, não ao compromisso total.
A continuidade dentro da carteira. A participação em um projeto parado pode se converter em participação em outro projeto da carteira da Volcano, a avaliação documentada: o investidor permanece no sistema, não no projeto que se apagou.
Nada morre por completo. Um projeto parado deixa ativos: a propriedade intelectual, os dados, os protótipos. São licenciados ou vendidos, e o investidor participa do resultado. A estratégia da PI está desenhada também para este caso.
As regras se assinam antes. As sete decisões e a mortalidade esperável por fase se declaram antes da entrada de capital: parar um projeto é executar uma regra subscrita por todos, não um arbítrio sobrevindo.
E para o investidor fiscal, a resposta mais forte já está construída no instrumento: seu retorno é certo por desenho e não depende de o projeto triunfar. Os termos exatos de cada mecanismo constam da documentação contratual de cada projeto.