O instrumento · A tese
O Tax Lease: um fim para os operadores, um meio para a Volcano.
Para os operadores clássicos do Tax Lease, o instrumento é um fim: intermedeiam entre projetos alheios e investidores fiscais, e sua remuneração é um percentual sobre o custo do projeto. Para a Volcano é um meio: aplicamo-lo apenas a projetos próprios, gerimos todo o processo a preço de custo com margens mínimas, e deslocamos nossa margem para a participação na startup: ganhamos depois, e só se a startup ganhar.
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A comparação
Duas maneiras de usar o mesmo instrumento.
O instrumento é idêntico e a norma é a mesma para todos. O que muda é o lugar que ele ocupa no modelo de quem o usa. Descrevemos categorias, não empresas: o mercado do Tax Lease tem operadores sérios, e esta página não discute sua seriedade, mas sua arquitetura.
Os operadores clássicos
O Tax Lease como fim.
Projetos: alheios. Intermedeiam-se projetos de terceiros.
Remuneração: um percentual sobre o custo do projeto.
Quando se ganha: com a operação, aconteça o que acontecer depois.
O que se oferece: um serviço, às startups que buscam financiamento.
O investidor privado: fora do perímetro. Negocia com a startup isolada, com mais risco a seu cargo.
A relação: termina com a operação.
Volcano
O Tax Lease como meio.
Projetos: próprios. Gerados e geridos pela Volcano.
Remuneração: gestão a preço de custo com margens mínimas. A margem se desloca para a participação na startup.
Quando se ganha: depois, e só se a startup ganhar.
O que se oferece: uma infraestrutura aberta a todos os atores da inovação, de acesso gratuito.
O investidor privado: dentro do jogo. Entra com o risco reduzido: a fase mais arriscada é financiada pelos investidores fiscais e pelos fundos de P&D.
A relação: continua na startup.
A margem
A margem não desaparece: desloca-se.
A Volcano gere todo o processo, da captura do problema ao mercado, a preço de custo e com margens mínimas. A razão é aritmética: cada euro que não fica na intermediação é um euro que trabalha na P&D, e o orçamento de inovação rende mais quanto mais inteiro chega às atividades que o justificam.
Isso não significa trabalhar de graça: significa cobrar em outro momento e em outra moeda. A Volcano obtém uma participação em cada startup, e ali vive sua margem: em um rendimento futuro possível, não em um percentual presente certo. É a mesma assimetria que propomos aos demais atores, aplicada primeiro a nós mesmos.
A concorrência
Com quem competimos, e em quê.
Com os operadores do Tax Lease competimos em um único ponto: o investidor fiscal que busca a dedução. Não competimos pelos projetos, porque não intermediamos projetos alheios. Com as startups que tratam dos nossos mesmos temas competimos como compete qualquer solução com outra em seu mercado.
E há uma parte do tabuleiro onde não encontramos ninguém: a sinergia. O operador oferece um serviço, e só às startups. A Volcano põe no mesmo projeto o investidor fiscal, que obtém sua vantagem como residente, e o investidor privado, que de outro modo teria de negociar com uma startup isolada, com mais risco a seu cargo. A todos os demais atores, quem traz um problema, uma ideia, competências ou uma rede, oferece colaborar e ganhar juntos sobre uma infraestrutura sistêmica que já percorreu o ciclo completo, do projeto ao crédito fiscal, e cujo acesso não custa nada.
Perguntas frequentes
Em quatro respostas.
A Volcano intermedeia projetos de terceiros com o Tax Lease?
Não. A Volcano aplica o Tax Lease apenas a projetos próprios. Com os operadores do instrumento compete unicamente pelo investidor fiscal que busca a dedução: não pelos projetos, porque não intermedeia projetos alheios.
Como a Volcano ganha dinheiro?
Gere todo o processo a preço de custo e com margens mínimas, para que a maior parte possível do orçamento de inovação vá para a P&D e não para a intermediação. Sua margem se desloca para a participação na startup: ganha depois, e só se a startup ganhar.
O que diferencia a Volcano de um operador de Tax Lease?
O operador oferece um serviço, às startups, e sua remuneração é um percentual sobre o custo do projeto: o Tax Lease é seu fim. A Volcano oferece uma infraestrutura aberta a todos os atores da inovação, aplica o instrumento a projetos próprios e continua na startup: o Tax Lease é seu meio.
O que o investidor privado ganha com este modelo?
Entrar na startup com o risco reduzido: a fase mais arriscada de cada projeto é financiada com o capital dos investidores fiscais e os fundos públicos de P&D, em vez de negociar com uma startup isolada que suporta esse risco inteiro. O detalhe está em como reduzimos o risco e em o modelo.
O instrumento, norma por norma, está em a página do Tax Lease; as portas de entrada, em capital; a participação do investidor privado, em investir em inovação.
John F. Kennedy, 1962