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VOLCANO
Índice

O capital

O financiamento, fase por fase.

Não existem fases sem capital. Para cada fase de o caminho há um financiador cujo ofício é exatamente esse nível de risco. O capital pode entrar em qualquer fase, do anjo que acompanha a captura do problema ao comprador industrial da liquidez. O que muda é quem é, com que instrumento entra, com que ticket e a que preço compra o risco.

Quanto vale a startup em cada fase, frente ao custo: valor e custo.

6 min de leitura

Os sete trechos do capital.

Os tickets são ordens de grandeza do mercado espanhol e europeu dos últimos anos: orientativos, variáveis por setor e por ciclo, e declarados como tais. Os valores aplicáveis a um projeto concreto são revistos após a qualificação.

F1–F2 · O problema

Quem: Volcano e seus sócios; anjos visionários.

Instrumentos: Recursos próprios; receitas de serviços; equity muito inicial.

Ticket típico: Anjos: 10.000–50.000 € por pessoa.

Aqui o capital compra a opção mais barata de todas: saber se o problema merece o resto do caminho.

F3–F5 · Da ideação à prova de conceito

Quem: Investidores fiscais (Tax Lease); fundo perdido e subvenções (CDTI e instrumentos canários); FFF; anjos.

Instrumentos: AIE / investimento fiscal; subvenção; equity inicial.

Ticket típico: Subvenções: 25.000–500.000 € por projeto · Tax Lease: o orçamento da janela F3–F7; o valor por investidor se dimensiona sobre seu imposto devido (ver o simulador) · FFF: 5.000–50.000 €.

É o coração do modelo Volcano: o investimento fiscal financia a janela mais arriscada, e o retorno do investidor fiscal é certo porque não depende do êxito do projeto.

F6–F7 · Do protótipo ao MVP

Quem: Anjos; nota conversível; pre-seed e seed inicial; crowdfunding.

Instrumentos: Conversíveis; SAFE; equity seed.

Ticket típico: Nota conversível: 50.000–300.000 € · Pre-seed: 100.000–500.000 € · Crowdfunding: 50.000–500.000 €.

O capital privado entra aqui com o risco técnico já reduzido: a tese de todo o site, em uma fase.

F8–F9 · Da tração ao ajuste produto-mercado

Quem: Fundos seed e Série A; revenue-based financing.

Instrumentos: Equity; RBF sobre receitas recorrentes.

Ticket típico: Seed: 300.000–1.500.000 € · Série A: 2–8 M€ na Espanha, mais acima nos hubs europeus · RBF: 50.000–1.000.000 €.

A fronteira da escalada prematura: financiar o crescimento ANTES do ajuste produto-mercado é a armadilha mais documentada do setor.

F10–F11 · Do crescimento rentável à rentabilidade

Quem: Série B; venture debt; bancos quando os fluxos o servem.

Instrumentos: Equity growth; dívida.

Ticket típico: Série B: 8–25 M€ · Venture debt: 1–10 M€ · Bancos: conforme fluxos, sem faixa útil.

A dívida se torna racional exatamente quando deixa de ser necessária para sobreviver.

F12 · Escala

Quem: Growth equity; fundos internacionais; project finance.

Instrumentos: Equity; estruturas dedicadas por ativo.

Ticket típico: Growth: a partir de 20 M€ · Project finance: conforme o ativo.

O modelo já não se demonstra: multiplica-se.

F13 · Liquidez

Quem: Compradores industriais (M&A); mercado secundário; mercados listados.

Instrumentos: Compra e venda; listing (BME Growth, bolsa).

Ticket típico: Sem faixa: o preço quem faz é o mercado.

A liquidez é do investidor, não da empresa: fecha o caminho que o problema abriu.

Quem financia o quê: as faixas do capital

Quem financia o quê: as faixas do capital sobre as treze fases Um gráfico de faixas horizontais. No eixo horizontal, as treze fases do caminho, de F1 a F13. Cada linha é um tipo de financiador, e sua faixa cobre as fases onde tipicamente entra: Volcano e seus sócios em F1 e F2; os anjos de F1 a F7; as subvenções de F3 a F5; o Tax Lease, destacado em cinza, de F3 a F7; o conversível e o pre-seed em F6 e F7; seed e Série A de F7 a F9; o revenue-based em F8 e F9; Série B e venture debt em F10 e F11; os bancos de F11 a F13; o growth e o project finance em F12; e as operações de M&A e os mercados em F13. Uma nota lembra que as faixas são típicas, não exclusivas. AS FAIXAS DO CAPITAL SOBRE AS TREZE FASES F1 F2 F3 F4 F5 F6 F7 F8 F9 F10 F11 F12 F13 Volcano e sócios Anjos Subvenções e fundo perdido Tax Lease (investimento fiscal) Conversível · pre-seed Seed · Série A Revenue-based Série B · venture debt Bancos Growth · project finance M&A · mercados Faixas típicas, não exclusivas: o capital pode entrar em qualquer fase. Tickets e instrumentos, nos cartões acima.
As faixas dizem onde entra tipicamente cada financiador; o cinza do Tax Lease marca a janela que o modelo Volcano cobre por desenho.

O vale da morte, com nome e ponte.

O trecho mais perigoso deste mapa tem um nome que toda a literatura da inovação conhece: o vale da morte. Começa no primeiro dia. Desde que se trabalha sem receber, o caixa acumulado do projeto desce, e continua descendo enquanto dura a P&D. O ponto mais profundo chega exatamente no fim da P&D: o produto já existe, as receitas ainda não. A maioria dos projetos morre ali, e não por serem ruins. O financiamento tradicional se retira justo onde a necessidade de caixa explode, porque o protótipo, o piloto e a certificação custam dez ou cem vezes mais que a pesquisa de mesa. As subvenções à pesquisa têm o mandato de produzir conhecimento, e se esgotam quando o trabalho se aproxima do mercado. O capital de risco põe preço com evidência (tração, clientes, métricas), e antes do MVP essa evidência não existe. Cada instrumento termina antes que o seguinte comece, e a lacuna entre os dois cai no fundo do vale.

O modelo Volcano não nega o vale: atravessa-o com uma ponte flexível: para cada fase, o instrumento financeiro adequado. Em média, os instrumentos da ponte cobrem ao menos 70 % do custo da P&D: a curva de um projeto Volcano é, no mínimo, 70 % menos profunda que a de um projeto sem sistema. O investimento fiscal do Tax Lease cobre de TRL 1 a TRL 8, ou seja, as fases F3–F7 do caminho, e a ele se somam o fundo perdido nacional e os fundos europeus diretos. O retorno do investidor fiscal é certo e não depende de o projeto triunfar: por isso há caixa precisamente onde o mercado não a põe. A ponte não promete que o vale desapareça: torna a curva menos profunda. E a profundidade é tudo: se o projeto morre, a perda é a profundidade alcançada, e é menor; se triunfa, a curva sai antes do negativo, porque a retomada da tração começa de muito mais acima.

O vale da morte, e a ponte flexível

O vale da morte, e a ponte flexível Um gráfico com duas curvas sobre o mesmo eixo. O eixo vertical é a posição de caixa acumulada do projeto; o horizontal, as treze fases do caminho com seus nomes, e abaixo duas escalas: a TRL, da fase F3 à F7, e a CRL, da F8 à F13. Ambas as curvas partem de zero no primeiro dia, descem enquanto dura a P&D, tocam seu ponto mais profundo no fim da P&D, antes das primeiras receitas, e ambas podem retomar e atravessar o vale. A diferença é a profundidade: a curva de um projeto Volcano desce ao menos setenta por cento menos, porque cada fase tem seu instrumento financeiro e os instrumentos cobrem em média ao menos setenta por cento do custo (o Tax Lease de TRL 1 a 8, os fundos nacionais e os europeus diretos). Duas anotações marcam a consequência: se o projeto morre, a perda é a profundidade alcançada, e é menor; e se triunfa, a curva menos profunda cruza o zero antes: sai antes do negativo. POSIÇÃO DE CAIXA ACUMULADA DO PROJETO 0 A PONTE FLEXÍVEL · CADA FASE COM SEU INSTRUMENTO Tax Lease (TRL 1–8) · fundos nacionais · fundos europeus diretos um projeto sem sistema um projeto Volcano o ponto mais profundo: fim da P&D, ainda sem receitas se o projeto morre, a perda é a profundidade: aqui, ao menos 70% menor e se triunfa, sai antes do negativo F1 Captura F2 Análise F3 Ideação F4 Conceito F5 PoC F6 Protótipo F7 MVP F8 Tração F9 PMF F10 Cresc. rent. F11 Rentab. F12 Escala F13 Liquidez TRL 1 TRL 8 CRL 1 CRL 9
Ambas as curvas caem desde o primeiro dia e ambas podem atravessar o vale: a da Volcano cai menos: se o projeto morre perde-se menos, e se triunfa sai antes do negativo.

Onde vive o Tax Lease neste mapa.

Na janela F3–F7: a mais arriscada do caminho, coberta pelo investimento fiscal antes de o capital privado ter de entrar sozinho. É a razão de uma startup Volcano chegar ao mercado com o risco técnico já pago. Para dimensionar seu caso: o simulador do investimento fiscal e o simulador do investidor privado.

A janela se abre com papel. Para o Tax Lease basta a memória técnica, que chega com o conceito formulado (TRL 2): é a declaração das atividades de P&D que serão realizadas. O plano de negócios é pedido pelos demais financiadores, dos editais públicos (CDTI, EIC) aos investidores. A cadência é esta: a memória com a TRL 2, a certificação ex ante poucas semanas depois, e as peças ex post no fechamento de cada exercício.

Aviso. Conteúdo informativo: não constitui assessoria fiscal, jurídica nem de investimento. Números orientativos; a normativa e o mercado mudam, e os valores de cada caso são revistos após a qualificação.

We choose to go to the Moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard.
John F. Kennedy, 1962
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