Os tickets são ordens de grandeza do mercado espanhol e europeu dos últimos anos: orientativos, variáveis por setor e por ciclo, e declarados como tais. Os valores aplicáveis a um projeto concreto são revistos após a qualificação.
F1–F2 · O problema
Quem: Volcano e seus sócios; anjos visionários.
Instrumentos: Recursos próprios; receitas de serviços; equity muito inicial.
Ticket típico: Anjos: 10.000–50.000 € por pessoa.
Aqui o capital compra a opção mais barata de todas: saber se o problema merece o resto do caminho.
F3–F5 · Da ideação à prova de conceito
Quem: Investidores fiscais (Tax Lease); fundo perdido e subvenções (CDTI e instrumentos canários); FFF; anjos.
Instrumentos: AIE / investimento fiscal; subvenção; equity inicial.
Ticket típico: Subvenções: 25.000–500.000 € por projeto · Tax Lease: o orçamento da janela F3–F7; o valor por investidor se dimensiona sobre seu imposto devido (ver o simulador) · FFF: 5.000–50.000 €.
É o coração do modelo Volcano: o investimento fiscal financia a janela mais arriscada, e o retorno do investidor fiscal é certo porque não depende do êxito do projeto.
F6–F7 · Do protótipo ao MVP
Quem: Anjos; nota conversível; pre-seed e seed inicial; crowdfunding.
Instrumentos: Conversíveis; SAFE; equity seed.
Ticket típico: Nota conversível: 50.000–300.000 € · Pre-seed: 100.000–500.000 € · Crowdfunding: 50.000–500.000 €.
O capital privado entra aqui com o risco técnico já reduzido: a tese de todo o site, em uma fase.
F8–F9 · Da tração ao ajuste produto-mercado
Quem: Fundos seed e Série A; revenue-based financing.
Instrumentos: Equity; RBF sobre receitas recorrentes.
Ticket típico: Seed: 300.000–1.500.000 € · Série A: 2–8 M€ na Espanha, mais acima nos hubs europeus · RBF: 50.000–1.000.000 €.
A fronteira da escalada prematura: financiar o crescimento ANTES do ajuste produto-mercado é a armadilha mais documentada do setor.
F10–F11 · Do crescimento rentável à rentabilidade
Quem: Série B; venture debt; bancos quando os fluxos o servem.
Instrumentos: Equity growth; dívida.
Ticket típico: Série B: 8–25 M€ · Venture debt: 1–10 M€ · Bancos: conforme fluxos, sem faixa útil.
A dívida se torna racional exatamente quando deixa de ser necessária para sobreviver.
F12 · Escala
Quem: Growth equity; fundos internacionais; project finance.
Instrumentos: Equity; estruturas dedicadas por ativo.
Ticket típico: Growth: a partir de 20 M€ · Project finance: conforme o ativo.
O modelo já não se demonstra: multiplica-se.
F13 · Liquidez
Quem: Compradores industriais (M&A); mercado secundário; mercados listados.
Instrumentos: Compra e venda; listing (BME Growth, bolsa).
Ticket típico: Sem faixa: o preço quem faz é o mercado.
A liquidez é do investidor, não da empresa: fecha o caminho que o problema abriu.